Chamamos parametrização o processo de definição de coordenadas para a caracterização de um modelo ou objeto. Um objeto paramétrico, dessa forma, é obtido através de algoritmos e padrões matemáticos, e possibilita a visualização de suas informações de maneira organizada, além de que pode ser facilmente modificado. Tal método, utilizado na arquitetura contemporânea, valoriza a rapidez e a tecnologia existentes em nossa cultura, mas diminui a importância humana, uma vez que o homem deixa de ser o agente criador e passa apenas a gerenciar a escolha dos elementos e dos parâmetros.
O processo de parametrização pode ser complementado pela fabricação digital, que consiste na produção física dos modelos virtuais. Exemplos comuns dessa tecnologia são as impressoras 3D e fresadoras CNC, que constroem de modo rápido . Como tais máquinas são de fácil acesso para qualquer cidadão, o processo de fabricação digital abre à nós um mundo amplo, no qual é possível que cada um conduza e construa seu próprio projeto sem necessitar de grandes auxílio de outras partes do sistema. No entanto, levanta-se também a questão de como se posiciona o arquiteto frente à tais avanços. O ideal seria que o potencial das máquinas fosse aliado à criatividade humana, de forma a evitar a produção massiva de objetos controlados apenas pelas suas propriedades físicas e geométricas.
Inegavelmente, os conceitos de objeto paramétrico e fabricação digital mudam a forma como encaramos o âmbito espacial, pois introduzem uma tecnologia que faz com que o modelo projetado seja, a princípio, exatamente aquilo que seu criador imaginou. Além disso, possibilitam a criação por parte de qualquer um; e como o processo passa a ser praticamente mecânico, há diminuição do gasto de energia e do tempo de fabricação.
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