Acredito que as ideias que mais me chamaram atenção no texto Animação Cultural estão fortemente relacionadas entre si: a citação de que a humanidade passa a comportar-se em função do funcionamento dos objetos e o fato dos mesmos já terem eliminado os valores humanos em determinadas circunstâncias. Em nosso cotidiano, é fácil observarmos que nossa vida é permeada, ou muitas vezes definida, pelo funcionamento de objetos. Posso citar exemplos disto que variam desde esperar que um elevador suba até seu andar para poder descer de um prédio até programar computadores e máquinas que realizam operações impossíveis ao homem. Alguns objetos estão, por vezes, tão enraizados e misturados em nossa vivência que nossa dependência parece completamente normal, mas percebemos o efeito devastador que isso causa quando, por exemplo, falta energia; ou quando nos encontramos em ambientes desprovidos de aparelhos eletrônicos. Em alguns casos, essa dependência torna-se tão grande que os objetos eliminam nosso pensar e nossos valores como humanos, de modo a nos tornar, acredito eu, objetos também, uma vez que perdemos nosso senso crítico e meramente executamos uma função. Tal situação deve ser repensada, visto que os objetos devem ser complementares à nossa vida, e não marcos definidores de nossas ações.
Após ouvir e ler os textos da turma, acredito que vários discutiram o mesmo ponto adotado por mim, discorrendo sobre a supremacia dos objetos frente aos valores humanos. Alguns vão mais longe e afirmam que os homens estão passando por um processo no qual perdem as habilidades como animais, enquanto os objetos adquirem o poder sobre a humanidade.
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